Melhor celular dobrável: 10 modelos para comprar no Brasil em 2026

Formato passaporte, livro ou flip: encontre o smartphone dobrável ideal para o seu dia a dia neste guia completo

Victor Toledo Ana Marques
• Atualizado às 16:15

A compra de um celular dobrável é indicada para o consumidor que deseja telas amplas para multitarefas e consumo de mídia sem abrir mão da praticidade e da portabilidade.

A escolha do melhor modelo depende do tipo de dobra (em formato de livro ou concha), e de outras especificações, como a resistência, e o desempenho do hardware em conjunto com a bateria.

O Tecnoblog reuniu 9 celulares dobráveis para comprar no Brasil em 2026, com opções de ponta de marcas como Samsung, Motorola e Huawei. Veja os prós e contras de cada smartphone.

Galaxy Z Fold 8 Ultra


Prós
  • Alto desempenho
  • Bateria de silício-carbono
  • Design refinado com estrutura Flex Titanium
  • Conjunto de câmeras completo, com teleobjetiva
  • Recarga rápida de 45 W
Contras
  • Preço elevado
  • Poucas mudanças frente à geração anterior

O Galaxy Z Fold 8 Ultra tem formato de livro, com tela externa de 6,5 polegadas que permite uso do aparelho como um smartphone tradicional, sem precisar abri-lo. Ele tem 8,9 mm de espessura e pesa 215 g, quando fechado.

Aberto, ele vira uma espécie de tablet, com tela interna de 8 polegadas que também usa a estrutura Flex Titanium, aumentando a sustentação do painel e reduzindo a visibilidade do vinco central.

O celular da Samsung traz marca o amadurecimento da marca no segmento de dobráveis, chegando a apenas 4,1 mm de espessura quando aberto. A câmera traseira é tripla, com sensor de 200 MP, ultrawide de 50 MP e teleobjetiva de 10 MP com zoom óptico de 3x.

Em comparação ao Z Fold 7, o Fold 8 Ultra subiu a bateria para 5.000 mAh, com tecnologia silício-carbono, e ganhou uma ultrawide de 50 MP. Ainda assim, manteve a certificação IP48, que deixa a desejar na resistência à poeira fina frente aos IP68 dos celulares convencionais.

Galaxy Z Fold 8


Prós
  • Novo formato passaporte indicado para consumo de vídeos
  • Desempenho avançado
  • Bateria de silício-carbono
  • Recarga rápida de 45 W
  • Estrutura em Flex Titanium para maior resistência e vinco menos aparente
Contras
  • Sem câmera teleobjetiva
  • Preço elevado
  • Nem todos os apps estão adaptados ao formato

O Galaxy Z Fold 8 estreia o formato batizado de “passaporte”, com tela externa de 5,5 polegadas em proporção 10:16. Fechado, o dispositivo mede 9,7 mm de espessura e pesa 201 g.

Ao abrir, a tela interna de 7,6 polegadas em proporção 4:3 lembra um tablet compacto, com painel AMOLED Dinâmico 2X e taxa de até 120 Hz, mas sem a Tela de Privacidade.

O aparelho roda o Snapdragon 8 Elite Gen 5, com bateria de silício-carbono de 4.800 mAh e carregamento de 45 W com fio. Como ponto fraco, o conjunto de câmeras traseiras é limitado a dois sensores de 50 MP, sem lente telefoto, ao contrário do Z Fold 8 Ultra.

Galaxy Z Fold 7


Prós
  • Chip de alto desempenho Snapdragon 8 Elite for Galaxy
  • Câmera traseira principal de 200 MP
  • Até 16 GB de memória RAM
  • Tela externa de 6,5″ ligeiramente maior que no Fold 6
Contras
  • Faixa de preço elevada

O Galaxy Z Fold 7 tem tela externa de 6,5 polegadas, com AMOLED Dinâmico 2X e resolução Full HD+. Fechado, mede 8,9 mm de espessura e pesa 215 g. Aberto, a tela interna de 8 polegadas traz resolução QXGA+ e oferece multitarefa com múltiplas janelas.

O aparelho roda o Snapdragon 8 Elite for Galaxy, com câmera principal de 200 MP e certificação IP48, protegendo parcialmente contra sólidos, mas resistente a respingos d’água.

Como ponto fraco, a bateria de 4.400 mAh é menor que a encontrada na geração seguinte, e o carregamento de apenas 25 W com fio fica abaixo de modelos mais atuais.

Galaxy Z Flip 8


Prós
  • Alto desempenho
  • Bateria de silício-carbono
  • FlexWindow redesenhada
Contras
  • Sem lente teleobjetiva
  • Sem Flex Titanium
  • Recarga de 25 W

O Galaxy Z Flip 8 tem tela externa de 4,1 polegadas, que permite usar aplicativos e recursos de IA mesmo quando fechado. O dispositivo mede 6,1 mm de espessura e pesa 180 g, sendo mais fino e leve que o antecessor.

Aberto, a tela principal de 6,9 polegadas usa painel AMOLED Dinâmico 2X a 120 Hz. O aparelho vem com Exynos 2600 no Brasil, câmera principal de 50 MP e bateria de silício-carbono de 4.300 mAh com carregamento de 25 W.

Comparado ao Z Flip 7, a atualização é incremental: câmeras, bateria, RAM e armazenamento seguem praticamente iguais, com ganhos concentrados na geração do processador e no design mais fino.

Galaxy Z Flip 7


Prós
  • Telas AMOLED brilhante de 120 Hz
  • Alto desempenho
  • Atualizações até o Android 23
  • Dobradiça reforçada
Contras
  • Menos resistente a poeira (IP48)
  • Sem câmera periscópica
  • Sem lente teleobjetiva

O Galaxy Z Fold 7 permanece como uma referência em produtividade. A tela externa Super AMOLED tem 4,1 polegadas e é usada para câmera, widgets e notificações rápidas sem abrir o aparelho.

Aberto, a tela interna de 6,9 polegadas traz tecnologia AMOLED Dinâmico 2X com 120 Hz para uma maior fluidez durante o uso. Ele tem 13,7 mm de espessura e pesa 188 g.

O aparelho traz o processador Exynos 2500, câmera principal de 50 MP e ultrawide de 12 MP, além de bateria de 4.300 mAh e certificação IP48. Como ponto fraco, o carregamento de 25 W com fio pode ser considerado lento frente a modelos mais recentes.

Motorola Razr Fold


Prós
  • Câmeras de 50 MP que filmam em 8K
  • Tela interna e externa com alta taxa de atualização
  • Até 16 GB de RAM
  • Ampla bateria de 6.000 mAh
  • Inclui caneta moto pen ultra
Contras
  • Proteção contra água não inclui submersão (IP49)
  • Peso e espessura elevados

O Motorola Razr Fold traz tela externa de 6,6 polegadas (LTPO P-OLED) e interna AMOLED de 8,1 polegadas, com resolução 2K e taxa de até 120 Hz. Fechado, mede cerca de 9,9 mm; aberto, aproximadamente 4,6 mm.

O aparelho roda o Snapdragon 8 Gen 5 de alto desempenho, com 16 GB de RAM, até 1 TB de armazenamento e bateria de 6.000 mAh com tecnologia de silício-carbono.

O carregamento chega a 80 W com fio, enquanto o conjunto traseiro reúne três câmeras de 50 MP, incluindo uma teleobjetiva periscópica com zoom óptico de 3x.

Como ponto forte, o Razr Fold reúne tela interna grande, bateria de alta capacidade, carregamento rápido e suporte à Moto Pen Ultra, além de um conjunto fotográfico mais completo que o de rivais. Como ponto fraco, seu peso elevado o torna menos compacto no bolso.

Motorola Razr 70 Ultra


Prós
  • Telas POLED de 165 Hz e até 5 mil nits
  • Todas as câmeras com 50 MP
  • Dobradiça reforçada de titânio
  • Processador Snapdragon 8 Elite
  • Grava em até 8K @ 30 fps
Contras
  • Só três anos de atualizações do Android

O Motorola Razr 70 Ultra tem tela externa de 4 polegadas com resolução de 1080 x 1272 pixels, o suficiente para rodar aplicativos sem precisar abrir o aparelho.

A tela interna de 7 polegadas tem resolução de 1224 x 2992 pixels e chega a 165 Hz, com corpo de 7,19 mm de espessura e 199 g de peso. O conjunto traz três câmeras de 50 MP (grande-angular, ultrawide/macro e selfie).

O aparelho traz hardware avançado: chip Snapdragon 8 Elite, com 12 ou 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. Além disso, a bateria de 5.000 mAh (silício-carbono) oferece carregamento de 68 W.

Comparado ao Razr 70 “comum”, o Ultra se destaca pela tela externa maior e chip mais potente, mas custa consideravelmente mais caro dentro do portfólio da Motorola.

Motorola Razr 70


Prós
  • Telas com tecnologia AMOLED
  • Construção com dobradiça em titânio
  • Câmeras traseiras de 50 MP
Contras
  • Poucas evoluções ao Razr 60

O Motorola Razr 70 tem tela externa Extreme AMOLED de 3,6 polegadas com 90 Hz, um formato mais compacto pensado para portabilidade. A tela principal AMOLED chega a 6,9 polegadas e 120 Hz.

O aparelho roda o MediaTek Dimensity 7450X, com 8 GB ou 12 GB de RAM, e traz câmeras principal e ultrawide de 50 MP, além de selfie de 32 MP. O conjunto deve atender multitarefas e produção de fotos e vídeos em alta resolução.

Sua bateria é de 4.800 mAh com carregamento de 33 W. Como ponto fraco, em comparação ao Razr 70 Ultra, a tela externa é bem menor (3,6″ contra 4″) e o carregamento é menos da metade da velocidade do modelo topo de linha (33 W contra 68 W).

Motorola Razr 60


Prós
  • Dobradiça resistente feita de titânio
  • Tela interna de 6,9″ com 120 Hz
  • Brilho máximo de 3.000 nits
  • 12 GB de RAM
  • Câmeras com suporte do Moto AI
Contras
  • Sistema de armazenamento UFS 2.2
  • Atualizações apenas até o Android 18
  • Sem lente teleobjetiva

O Motorola Razr 60 é um celular dobrável tipo flip que se destaca pelo bom custo-benefício, especialmente após o lançamento da linha Razr 70.

Fechado, o smartphone apresenta tela externa AMOLED de 3,6″ com 90 Hz, que permite ler mensagens, abrir aplicativos e até tirar foto com a câmera traseira de 50 megapixels. Aberto, o aparelho traz a tela interna POLED de 6,9″ com taxa de atualização de 120 Hz.

O processamento é intermediário com o chip MediaTek Dimensity 7400X (4nm) e até 12 GB de RAM, entregando bom desempenho para multitarefa e jogos populares no dia a dia.

Huawei Mate XT Ultimate Design


Prós
  • Tela de até 10,2 polegadas
  • Bateria de 5.600 mAh
  • 16 GB de RAM
  • Grava em 4K
  • Carregamento de 66 W
Contras
  • Peso e preço elevado
  • Sem pacote Google pré-instalado
  • Sem 5G
  • Câmera frontal de 8 MP

O Huawei Mate XT Ultimate Design é um celular de luxo com dobra tripla (tri-fold), podendo ser usado nas seguintes configurações de tela: 6,4 polegadas (fechado), 7,9 polegadas (dobra dupla) ou 10,2 polegadas (totalmente aberto, como um tablet).

A espessura varia de 3,6 mm a 4,8 mm aberto, chegando a 12,8 mm quando totalmente fechado. O display LTPO OLED tem resolução de 2.232 x 3.184 pixels e taxa de atualização de 90 Hz.

O smartphone oferece alta performance com o processador Kirin 9010, 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento. A bateria de silício-carbono de 5.600 mAh promete boa autonomia longe das tomadas, e traz carregamento rápido de 66 W com fio e 50 W sem fio.

A câmera principal de 50 MP combina teleobjetiva periscópica de 12 MP (zoom óptico de 5,5x) e ultrawide de 12 MP. Um ponto fraco é o sistema operacional próprio HarmonyOS, que não traz o pacote de serviços do Google e Play Store pré-instalada. O preço elevado também restringe o público.

Quais são as vantagens e desvantagens de um smartphone dobrável?

Um celular dobrável oferece vantagens no uso diário, principalmente em portabilidade e multitarefas:

  • Tamanho compacto: permite ter uma tela grande que se dobra para metade do tamanho, facilitando o transporte no bolso ou em bolsas pequenas;
  • Multitarefa avançada: a área expansível de tela dos modelos em formato “Fold” viabiliza a execução de até mais aplicativos simultâneos de forma nativa;
  • Consumo de mídia: a tela maior dos modelos em formato de livro oferece uma área de visualização significativamente maior, aproximando a experiência de consumo de filmes, séries e transmissões ao vivo à de um tablet compacto;
  • Interatividade: telas externas maiores nos modelos em formato “Flip” permitem respostas rápidas de mensagens, navegação, e controle de mídia sem necessidade de desdobrar o painel principal;

No entanto, a resistência ainda é um ponto fraco dos modelos. As principais desvantagens são:

  • Menor resistência a poeira: embora possuam proteção contra água, as dobradiças e os painéis flexíveis apresentam menor vedação contra partículas sólidas em comparação a aparelhos convencionais;
  • Espessura e peso: celulares dobráveis mantêm corpo mais denso e espesso no bolso em comparação a smartphones tradicionais;
  • Preço e custo elevado de reparo: um modelo dobrável é mais caro que um celular comum. Além disso, a substituição de uma tela flexível e dos componentes da dobradiça tem preços significativamente maiores aos de telas comuns.

Qual é a diferença entre um celular dobrável Flip e Fold?

O modelo Flip é um celular pequeno que dobra na vertical e fica mais compacto quando fechado, como o Galaxy Z Flip 8 e o Motorola Razr 70.

Já o Fold dobra como um livro ou passaporte e, quando aberto, oferece uma tela maior, mais adequada para multitarefa, produtividade e consumo de conteúdo.

Celular dobrável é resistente?

Sim, mas a resistência varia conforme o modelo. A certificação IP48 garante que o celular é resistente à água, mas a proteção contra poeira é inferior, em comparação a modelos com IP68 ou IP69. Além disso, a tela interna é mais suscetível a riscos e impactos.

Como escolher o melhor celular dobrável em 2026?

É importante definir o estilo de uso e quais características são fundamentais para você, antes de escolher um celular dobrável. Atente-se ao seguinte:

  • Defina o formato de uso ideal: opte por modelos estilo “Flip” para priorizar portabilidade e tamanho reduzido no bolso; escolha modelos estilo “Fold” se o objetivo for produtividade e tela maior para consumo de mídia;
  • Avalie os recursos da tela externa: dê preferência a modelos com telas externas amplas que permitam rodar aplicativos completos, reduzindo a necessidade de abrir o aparelho constantemente;
  • Analise a bateria: verifique a capacidade da bateria (em mAh) e o suporte a carregamento rápido, já que telas dobráveis grandes exigem maior consumo energético;
  • Verifique o software do fabricante: confira se a marca oferece bom suporte a janelas flutuantes, recursos de inteligência artificial aplicados à multitarefa e garantia prolongada de atualizações de sistema.

Qual celular dobrável tem o melhor custo-benefício em 2026?

O Motorola Razr 60 é o celular dobrável com o melhor custo-benefício atualmente. Ele entrega a experiência de tela dobrável com um preço significativamente menor do que os modelos topo de linha da categoria. O desempenho é intermediário, mas dá conta de jogos populares, uso simultâneo de aplicativos e navegação em redes sociais sem engasgos.

Celular dobrável ou tablet: qual comprar?

A escolha entre um celular dobrável e um tablet depende do uso principal do dispositivo.

Escolha um dobrável se o foco for mobilidade e versatilidade no dia a dia. Os modelos em formato de livro funcionam como celular comum na tela externa e se transformam em um painel maior para leitura, multitarefa e consumo de mídia.

Já o tablet é voltado para estudos, produtividade prolongada, ilustração digital ou consumo de mídia com tela ampla. O ponto negativo em relação ao dobrável é a falta de portabilidade para uso contínuo em pé ou transporte.

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Victor Toledo

Victor Toledo

Analista de conteúdo

Victor Toledo é jornalista formado pela Unesp, pós-graduado em Business Intelligence e com ensino técnico em informática. Antes de entrar para o time do Tecnoblog, em 2021, escreveu sobre informática, eletrônicos e videogames no TechTudo (Editora Globo) e no Zoom. Atua na estratégia de conteúdo e SEO do Tecnoblog. É apaixonado por esportes e passa boa parte do tempo livre assistindo todo e qualquer tipo de esporte na TV.

Ana Marques

Ana Marques

Gerente de Conteúdo

Ana Marques é jornalista e cobre o universo de eletrônicos de consumo desde 2016. Já participou de eventos nacionais e internacionais da indústria de tecnologia a convite de empresas como Samsung, Motorola, LG e Xiaomi. Analisou celulares, tablets, fones de ouvido, notebooks e wearables, entre outros dispositivos. Ana entrou no Tecnoblog em 2020, como repórter, foi editora-assistente de Notícias e, em 2022, passou a integrar o time de estratégia do site, como Gerente de Conteúdo. Escreveu a coluna "Vida Digital" no site da revista Seleções (Reader's Digest). Trabalhou no TechTudo e no hub de conteúdo do Zoom/Buscapé.