IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Plataforma GenAI.mil funciona integrada com o Google Gemini. Sistema tinha menos de 100 mil usuários há seis meses.

Gabriel Sérvio
• Atualizado às 11:38
Resumo
  • O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
  • A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
  • O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.

O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.

De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.

O que a IA do Pentágono pode fazer?

Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.

Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.

A virada de chave

A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.

Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.

Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.

Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.

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Gabriel Sérvio

Gabriel Sérvio

Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase. Contribuiu para veículos como Canaltech, TudoCelular e Olhar Digital. Atualmente, escreve para o Tecnoblog.