O estudo do Center for Retirement Research (CRR) do Boston College revela que trabalhadores com 55 anos ou mais em profissões mais expostas à inteligência artificial estão saindo do emprego com mais frequência desde o lançamento do ChatGPT. Este aumento é principalmente devido ao desemprego, não a aposentadoria. O estudo compara dados do governo americano com o índice de exposição à IA do Digital Planet Initiative, da Universidade Tufts.
Exposição à IA
O índice não mede se uma profissão será extinta, mas o quanto suas tarefas podem ser executadas por inteligência artificial. Profissões como web designers, desenvolvedores web, arquitetos de banco de dados, programadores e cientistas de dados aparecem no topo da exposição. Por outro lado, operadores de mineração, cuidadores e pintores ficam na outra ponta.
Impacto na Carreira
Segundo o CRR, trabalhadores em profissões mais expostas à IA são majoritariamente brancos, têm mais do que o dobro de chance de possuir diploma universitário e ganham em média US$ 1,4 mil por semana, contra US$ 869 dos trabalhadores em profissões menos expostas. Antes do lançamento do ChatGPT, esse grupo permanecia empregado por mais tempo do que trabalhadores de profissões menos expostas, resultado esperado para funções menos desgastantes fisicamente e mais bem remuneradas. No entanto, essa vantagem diminuiu após o lançamento do ChatGPT.
Mecanismos Explicativos
O economista Geoffrey Sanzenbacher descreve três caminhos possíveis para o efeito da IA sobre carreiras:
- Substituição Direta: Trabalhadores são empurrados para o desemprego ou fora do mercado de trabalho por automação.
- Pressão para Aprender Nova Tecnologia: Parte dos trabalhadores prefere deixar o emprego a se adaptar a um sistema novo perto do fim da carreira, padrão já observado quando os computadores pessoais se popularizaram.
- Ganho de Produtividade: Pode elevar salários e permitir que o trabalhador se dedique a tarefas mais estratégicas, prolongando a carreira em vez de encurtá-la.
Conclusão
A adoção de IA generativa entre trabalhadores mais velhos ainda é baixa. Apenas 18% dos profissionais entre 50 e 64 anos usam a tecnologia, taxa bem inferior à de trabalhadores na casa dos 30 e 40 anos. A pesquisa da AARP mostra que 18% dos trabalhadores acima de 55 anos veem a IA exclusivamente como oportunidade, enquanto 28% a veem exclusivamente como ameaça.
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