Ex-funcionários da Meta entraram com um processo judicial contra a empresa, acusando-a de usar sistemas de inteligência artificial (IA) com viés para selecionar quem seria demitido. A ação alega que a Meta utilizou uma 'constelação de sistemas de IA' para definir quais funcionários seriam desligados.
Sistema de Seleção
O processo descreve o uso de um assistente interno chamado 'Metamate', agentes de 'segundo cérebro' treinados pelos próprios funcionários, painéis de uso de tokens de IA e dados de monitoramento de teclas digitadas e atividades.
Objetivo da Seleção
O objetivo era identificar e classificar funcionários com base em desempenho, produtividade, nível de 'natividade em IA' e quantidade de tokens de IA utilizados.
Problema Apontado
O problema apontado pelos autores é que o sistema não teria levado em conta funcionários em licença médica ou familiar, nem aqueles cuja deficiência afetasse sua produção, situações em que o uso de tokens e outras ferramentas de IA naturalmente seria menor.
Legislação
A ação alega que a Meta violou leis estaduais como a Lei de Direitos Familiares da Califórnia e a Lei de Emprego Justo e Habitação do Estado, que proíbem o uso de sistemas de decisão automatizado que produzam discriminação de impacto disparate com base em deficiência ou sexo, incluindo gravidez.
Solicitação
Os ex-funcionários pedem ao tribunal que bloqueie a conclusão das demissões da Meta "enquanto uma auditoria independente do processo de seleção assistido por algoritmo" não for realizada. Em razão dos termos do contrato de trabalho da Meta, os autores também pretendem levar as reivindicações à arbitragem.
Contraproposta da Meta
A Meta afirma que a ação não tem mérito, argumentando que as demissões sempre contaram com participação humana. "As decisões de gestão de força de trabalho e organizacionais foram e são tomadas por pessoas, não por IA", disse a companhia.
Histórico de Monitoramento
Em abril de 2026, a Reuters havia reportado que a Meta estava registrando teclas digitadas, movimentos de mouse e cliques de seus funcionários para treinar IA. Posteriormente, foi noticiado que o programa violava as leis de privacidade da União Europeia (UE). A Meta suspendeu o programa de rastreamento após ficar evidente que conversas privadas e transcrições registradas pelo sistema estavam acessíveis a outros funcionários.
Conclusão
A ação dos ex-funcionários da Meta levanta questões importantes sobre a utilização de IA em processos de demissão e a necessidade de auditorias independentes para garantir que as decisões de demissão são justas e não discriminatórias."
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